
Linha 4-Amarela: a demanda após a pandemia
A demanda da Linha 4-Amarela ainda não retornou ao patamar anterior à pandemia. Em abril de 2025, a tendência do fluxo estava cerca de 18% abaixo da média de 2019 nos dias úteis e 14% abaixo nos finais de semana. A recuperação, contudo, varia bastante entre as estações.
Os principais resultados são:
- Oscar Freire superou o nível de 2019, enquanto São Paulo-Morumbi e Butantã apresentam os maiores déficits;
- Luz registrou 42,5 milhões de passageiros em doze meses e manteve a liderança entre as estações da linha;
- eventos no MorumBIS multiplicam por mais de 15 o fluxo noturno na estação São Paulo-Morumbi.
Evolução da demanda
O gráfico mostra o total mensal de passageiros desde a inauguração da Linha 4-Amarela. A linha sólida representa a tendência da série e atenua oscilações sazonais e valores atípicos.

Boa parte do crescimento entre 2012 e 2018 acompanhou o amadurecimento da operação e a abertura de quatro estações: Fradique Coutinho, em novembro de 2014; Higienópolis-Mackenzie, em janeiro de 2018; Oscar Freire, em abril de 2018; e São Paulo-Morumbi, em outubro de 2018.
A pandemia reduziu a demanda mensal para menos de 5 milhões de passageiros, cerca de um quarto do nível registrado em janeiro e fevereiro de 2020. A recuperação se estabilizou abaixo do patamar anterior à pandemia, mesmo após a abertura da estação Vila Sônia, em dezembro de 2021. Entre maio de 2024 e abril de 2025, a média ficou 12,5% abaixo da média de 2019. Mudanças nos padrões de deslocamento, como a adoção do trabalho híbrido e remoto, podem ajudar a explicar essa diferença.
Estações mais movimentadas
Luz liderou com 42,5 milhões de passageiros entre maio de 2024 e abril de 2025, cerca de 34% a mais que a segunda colocada. A estação conecta a Linha 4-Amarela à Linha 1-Azul e às linhas 7-Rubi e 11-Coral da CPTM. Paulista, República e Pinheiros formaram um segundo grupo, com aproximadamente 31 milhões de passageiros cada. As demais estações, que não oferecem integração com outras linhas, apresentaram fluxos menores.

Recuperação por estação
Os painéis abaixo comparam a tendência dos embarques com a média mensal de 2019, definida como 100. Eles separam dias úteis e finais de semana para mostrar como a mudança nos padrões de deslocamento afetou cada estação.

Nos dias úteis, Oscar Freire foi a única estação que superou com folga o patamar de 2019. São Paulo-Morumbi apresentou a maior diferença, com uma tendência próxima de 53, seguida por Butantã, próxima de 69. No conjunto da linha, a tendência se estabilizou ao redor de 82.
Nos finais de semana, a recuperação foi um pouco mais forte: a tendência do sistema chegou a 86. Luz, Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire superaram o nível de referência, enquanto São Paulo-Morumbi e Butantã permaneceram mais distantes. Essa diferença entre dias úteis e finais de semana é compatível com um impacto maior do trabalho híbrido e remoto sobre os deslocamentos ligados ao trabalho.
Eventos no MorumBIS
A estação São Paulo-Morumbi apresenta um padrão particular nos finais de semana. Em noites de shows e jogos no MorumBIS, o número de embarques entre 21h e o fechamento pode superar em mais de 15 vezes o fluxo habitual.

O gráfico interativo identifica os vinte eventos que mais movimentaram a estação nesse horário.
Mapa da linha
O mapa apresenta o trajeto atual e as extensões planejadas da Linha 4-Amarela. Ao selecionar uma estação, o mapa informa o fluxo diário médio em dias úteis e finais de semana em 2025.
Dados e método
A análise usa dados da ONMS (Motiva) até abril de 2025. As comparações por estação dividem a tendência mensal dos embarques pela média correspondente de 2019. Para acessar os dados do sistema metroferroviário de São Paulo, consulte o pacote metrosp.